Reestruturação da FeNEA

Metodologia


Partindo do pressuposto de que todos os estudantes de arquitetura e urbanismo devem participar do processo reestruturador da FeNEA, a fim de torna-lo o mais abrangente enquanto proposta de entidade, buscamos criar instrumentos de mobilização e inserção de duas vertentes de perfis identificados dentro da atual estrutura, aos quais chamaremos aqui de “veteranos” e “calouros”.


Veterano: é aquele que já tem ou teve contato mais aprofundado com a FeNEA e seus meandros organizacionais e estruturais. É o estudante [ou ex-estudante] que, independente de ser ou ter sido diretor, comissão organizadora, ou não possuir cargo algum, teve contato por pelo menos quatro CoNEAs, e vivenciou esse momento específico de maneira mais intensa. Esse valor de quatro conselhos nacionais se deve ao fato das gestões serem rápidas, e a volatilidade de discussões e ações é muito aparente para quem vivencia menos que isso no processo evolutivo da entidade, e, em contrapartida, quem tem uma vivência dessa [ou mais do que isso até], consegue tornar [às vezes para si, às vezes para todos] mais palpáveis e visíveis ações retiradas de debates e projetos que se prolongam por várias gestões. Pretende-se aqui buscar pessoas de variados perfis e variadas épocas de Federação, para criar uma visão ampla da entidade por este viés.

Calouro: É o estudante [ou ex-estudante], que passou pela FeNEA por poucos CoNEAs, de maneira menos aprofundada. Enquadram-se desde aquele participante esporádico de conselhos ou encontros, até aquele que foi diretor ou comissão, só que com um contato que não foi tão profundo como o do veterano. Lógico que isso não quer dizer que não existam pessoas enquadradas nesse perfil que poderiam fazer parte do outro, e vice e versa, o que não impede de um participar dos momentos que serão descritos e destinados ao outro, mas é necessário ter a clareza dos papéis, já que as etapas do método são específicas para esses tipos de perfis descritos.

No final todos terão dado a mesma parcela de contribuição, de maneiras distintas e separadamente, pelo menos em parte, no intuito de não misturar pessoas com uma visão “viciada” de entidade [veteranos], enquanto pode-se retirar muito de quem tem uma visão diferenciada e mais “pura” [calouros].

Definiremos cada tópico desse método como “oficina”, pois a intenção é que as etapas do método sejam aplicadas nesse formato, mais dinâmico e atraente aos participantes.

Diante do exposto, surge a necessidade de duas oficinas do método para esses dois perfis [uma para cada perfil], que chegue numa proposta que visa o mesmo objetivo final. Após realizadas as duas oficinas e sistematizadas como material único, surge uma terceira, conseqüência das duas primeiras, onde a nova estrutura se torna palpável. É daí que vem a proposta efetiva de reestruturação. São as três oficinas:

     1.         Funcionamento: como é hoje e por que;

     2.         Papel social e atuação;

     3.         Elementos normativos e instâncias deliberativas.

:: Funcionamento: como é hoje e por que:



A primeira oficina, “Funcionamento: como é hoje e por que”, tem como participantes os “veteranos”, pela dinâmica que exige mais profundidade na visão de entidade da FeNEA, e rapidez de análise ampla do todo.

O momento ideal para que essa oficina se dê seria nos encontros, pois os mesmos conseguem reunir mais pessoas com o perfil proposto. O material necessário para a oficina é papel craft e pincéis atômicos de várias cores

A duração da oficina é de aproximadamente 2 horas e 30 minutos. Reunidos os veteranos participantes [uma boa participação na oficina conta com cerca de 15 a 20 indivíduos], os separamos em 4 grupos.

Após explicado o funcionamento da oficina, cada grupo irá responder um conjunto de questionamentos dentro de 4 temas: Trabalhos, Encontros, Diretorias e Conselhos. Cada conjunto teria em torno de 4 a 5 questões que tentam responder ao tema. O papel do coordenador da oficina é fundamental, já que ele é quem irá estimular os participantes a responder na forma de brainstorm, forçando os veteranos a jogarem suas idéias sem refletí-las com maior profundidade, produzindo muitas respostas para cada questão. O veterano consegue fazer isso por associar a FeNEA e sua estrutura de maneira rápida às idéias dos 4 temas, só que isso se perde se os deixamos refletir muito, e por isso queremos forçá-los a jogar as idéias com rapidez, como se estivessem fazendo ali um desabafo de tudo o que pensam em cada assunto.

Cada grupo responde a um tema por 30 minutos. Encerrado esse prazo, cada grupo pula para o próximo tema, por mais 30 minutos, e assim vai até que cada grupo responda os 4 temas, cada um por 30 minutos. finalizado esse processo, expõe-se a todos os participantes a produção de todos, sem abrir ao debate das respostas em si, mas tendo um tempo de no máximo 10 minutos para a reflexão. Após isso, se dá o fim da oficina.

Esses questionamentos concernentes a cada tema, devem responder ao questionamento maior  da oficina: “Funcionamento: como é hoje e por que”, e estão em fase de elaboração.

Depois de finalizadas as oficinas em encontros e, eventualmente, em conselhos, os coordenadores gerais e regionais se reunirão para sistematizar a produção da oficina, de modo a deixar o material pronto para a terceira oficina, e mais perceptível para aqueles que não participaram dos momentos poderem ler e entender o que foi feito.

Espera-se que muitos questionamentos sejam respondidos de forma a gerarem diretrizes da nova estrutura que virá, encerrado esse processo metodológico.


:: Papel social e atuação:

A segunda oficina, “Papel social e atuação”, tem como participantes os “calouros”, por sua dinâmica permitir um debate rico, mesmo que não haja grande conhecimento da FeNEA. É bom ter veteranos participando, mas em um número restrito, definido pelo coordenador do momento, de acordo com o número total de participantes na oficina. É fundamental que eles tentem interferir no processo de raciocínio dos calouros o mínimo possível, para deixá-los livres e sem receios na produção das idéias, servindo mais como amparo às idéias que surgirem.

Essa  oficina pode ser dada em turnos de conselhos e em encontros, pois temos gente com o perfil proposto em ambos os casos.

A duração da oficina é de aproximadamente 4 horas. Não há divisão em grupos, e todo o trabalho é feito em conjunto por todos os participantes do momento. O material necessário para a oficina é papel craft e pincéis atômicos de várias cores.

Para referência de algumas pessoas, essa oficina tem o mesmo formato do momento que foi feito no SeCCO+SeCaD em Uberlândia, em setembro de 2007, e tenta ir um pouco além disso, como tentamos explicar a seguir.

A oficina consiste em seguir uma linha de raciocínio proposta, para chegar a um fim determinado, com a produção do conhecimento permeando 3 temas principais que cheguem à respostas sobre o movimento estudantil. São esses 3 temas: Objetivos, Papéis sociais e Formas de mobilização. Essas 3 abordagens têm por fim gerar o que seria a Mobilização propriamente dita, deixando claro a todos o que é necessário para isso. O parâmetro de respostas a cada uma das 3 abordagens se dá pela idéia que cada participante tem do movimento estudantil, seja por experiência própria, ou dos outros, ou de nenhuma experiência até. O trabalho conjunto aqui é importante para estabelecer a visão mais ampla do movimento através do olhar menos viciado e com menos parâmetros que o limitem, podendo assim surgir idéias inovadoras para a reestruturação. O tempo é de uma hora para cada abordagem.

O propósito é que as idéias sejam jogadas também na forma de brainstorm, como na oficina 1.

Depois de chegado ao ponto em que se liga tudo ao movimento estudantil, temos o momento de ligar as conclusões tiradas dentro dos objetivos, papéis sociais e formas de mobilização à própria FeNEA, o que fecha o ciclo mais para os interesses da reestruturação da entidade. Daí se separam as idéias de movimento estudantil amplo, das de movimento estudantil enquanto FeNEA, que são importantes para termos a conjuntura interna e externa à Federação, vista sob o viés dos calouros. Para esse ponto, como as idéias já foram lançadas e só é preciso organizá-las, estimamos um tempo de 30 minutos.

Depois disso, temos a parte final, que seria a avaliação de tudo concentrando as falas de todos no questionamento da oficina, girando em torno do “papel social e atuação” da FeNEA e seus agentes, diante do levantado na oficina.

Depois de finalizadas as oficinas em encontros e conselhos, os coordenadores gerais e regionais se reunirão para sistematizar a produção da oficina, de modo a deixar o material pronto para a terceira oficina, e mais perceptível para aqueles que não participaram dos momentos poderem ler e entender o que foi feito.

Espera-se que muitos questionamentos sejam respondidos de forma a gerarem diretrizes da nova estrutura que virá, encerrado esse processo metodológico.

objetivos: é onde fazemos o brainstorm com as idéias do que queremos enquanto entidade, nossas finalidades, e a finalidade do movimento estudantil feito por nós. Quais os nossos objetivos?

papéis sociais: aqui é onde traçamos o perfil dos atores que fazem parte de todo o processo do movimento estudantil da FeNEA, e como eles atuam ou devem atuar enquanto agentes sociais dentro da entidade.

formas de mobilização: as formas de agir para fazer acontecer o movimento estudantil, contextualizando à FeNEA e a seus agentes sociais, de forma a chegarmos aos objetivos já traçados, e à mobilização propriamente dita, não enquanto forma, mas já tornada real.


:: Elementos normativos e instâncias deliberativas:


A terceira e última oficina: “Elementos normativos e instâncias deliberativas”, é a etapa final da metodologia a ser aplicada. A participação dessa oficina é mais restrita aos coordenadores do método e da diretoria da FeNEA. Isso não quer dizer que não possa haver participação por parte de outras pessoas, contanto que as mesmas trabalhem para que essa etapa saia de maneira correta.

Como vimos, as oficinas 1 e 2, têm finalidades similares, e se cruzam no campo das idéias, formando um aglomerado de material que visa analisar a estrutura existente da Federação, desde tempos anteriores até a atualidade, com o olhar de quem fez e faz parte, seja de maneira aprofundada ou não. Visa também gerar as diretrizes que nortearão a nova estrutura, seja através das pessoas, projetos ou debates. Tudo isso para gerar o material que serve de base para essa 3ª etapa.

Com o material das oficinas 1 e 2 sistematizados, começa o trabalho de análise do mesmo, traduzindo-o em forma documental, com os anseios dos participantes das oficinas aqui colocados. Desta maneira, a contribuição veio de vários lados, com a participação o mais democrática possível, e aqui somente sendo o momento de traduzir isso para uma nova estrutura palpável.

A oficina começa no último CoNEA anterior ao ENEA Belém, onde algumas aplicações das oficinas 1 e 2 já terão sido sistematizadas. Nesse conselho, essa sistematização será analisada, e debateremos como traduzir todo esse material na forma de documentos. Tem-se como proposta sair desse CoNEA já com os parâmetros de documentos que precisamos para a nova estrutura, e alguns encaminhamentos com base nas sistematizações que já levem à produção documental.

Tendo isso definido, buscaremos assessoria jurídica especializada para o acompanhamento do processo, e no ENEA Belém daremos continuidade ao mesmo, concomitante às últimas aplicações das oficinas 1 e 2, e tornando o esboço da nova estrutura cada vez mais palpável. Tem-se como objetivo sairmos do ENEA já com o esboço dos documentos e da nova estrutura. Haverá a avaliação em CoNEA dentro do ENEA, e isso será apresentado na Plenária Final, que tem a finalidade de encaminhar algumas coisas para o CoNEA de transição.

Temos como proposta, levar à Plenária do ENEA o encaminhamento de delegar ao CoNEA de transição que ele seja um conselho estatuinte, com poderes para aprovar os  documentos e a nova estrutura.

Levado tudo isso ao 4º CoNEA da gestão, finalizaremos essa 3ª oficina nos dias que antecedem ao conselho, no SeCCO+SeCaD, para que sirva também de capacitação às novas comissões organizadoras, e a nova diretoria da Federação. Finalizado o processo, amparados de assessoria jurídica, no conselho propriamente dito, deliberaremos toda a documentação e a nova estrutura, com base em todo o processo realizado até então, que tentou ser o mais democrático possível.

A seguir temos a proposta de cronograma e a coordenação do processo.


:: Cronograma

CoNEA Belém:
aprovação da metodologia | definição de coordenadores regionais;

EREAs + CoREAs até o ENEA: aplicação das oficinas 1 e 2 para “veteranos” e “calouros”;

CoNEA São Carlos: avaliação das aplicações até o momento | sistematização das informações | início da oficina 3;

ENEA Belém: aplicação final das oficinas 1 e 2 | continuidade da oficina 3 | avaliação da Plenária e encaminhamentos para o CoNEA de transição;

SeCCO+SeCaD+CoNEA Leste: término da oficina 3 | proposta final de reestruturação | documentos.

 

:: Coordenação:

A coordenação geral da aplicação da metodologia aqui proposta é delegada à diretoria geral da FeNEA, que indicará juntamente aos presentes no III CoNEA Belém [1 à 4 de março de 2008], os coordenadores regionais.

Cabe à coordenação geral do processo a organização dos trabalhos: capacitação de coordenadores regionais, aplicação das 3 oficinas, sistematização de todo o material produzido, e o produto final - a proposta de reestruturação e os documentos que nortearão a nova estrutura da Federação.

Cabe às coordenações regionais: a aplicação das 2 primeiras oficinas em CoREAs e EREAs, e o auxílio na aplicação das mesmas no ENEA Belém, bem como o auxílio à coordenação geral na aplicação da oficina 3, e nas sistematizações de toda a produção do método.

A capacitação de coordenações regionais se dará em conversas por telefone e internet, além de acontecer dentro dos conselhos e encontros onde ocorrerão as oficinas.

A coordenação geral ainda poderá delegar funções específicas além das coordenações regionais, visando a produção dos documentos finais de todo o processo, e o enquadramento das propostas sistematizadas no formato legal.

É dever dos coordenadores demonstrar transparência em todo o processo, já que ele é democrático e deve ser aprovado pelos estudantes de arquitetura e urbanismo representados na instância competente a isso, e não por um grupo reduzido de coordenadores.

Os coordenadores levam o método adiante, mas quem define os rumos da FeNEA são os participantes de todo o processo.

Coordenação geral:

Renato Ferreira de Santana – diretoria geral

Fernando de Barros Lima – diretoria geral

Coordenação regional Centro:

Tatiane Carvalho Fonseca – diretoria regional

Coordenação regional Leste:

Thales Teodoro Cury – diretoria regional

Coordenação regional Nordeste:

Yuri Teixeira e Sousa – diretoria regional

Vanessa Lopes – diretoria regional

Coordenação regional Norte:

Yuri Teixeira e Sousa – diretoria regional nordeste

Coordenação regional São Paulo:

Leila Petrini – diretoria de ensino, pesquisa e extensão

Coordenação regional Sul:

José Fernando Conte – diretoria regional

Luis Felipe Milan – diretoria de relações externas

Acompanhe todo o processo e contribua você também, nos Encontros e Conselhos que acontecerão até o final da gestão 2007/2008.

Assim que novas etapas forem cumpridas e sistematizadas, as informações serão lançadas nesta página, para conhecimento de todos.


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Usuário desconhecido,
8 de abr de 2008 17:54