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Eixo temático da gestão 2006/2007

Eixo Temático Gestão 2006/2007

Que movimento é este que estamos fazendo?

A vida é um movimento e como ela se move é a nossa questão. Cada atitude, cada pensamento, acarreta em conseqüências pelas quais respondemos e somos responsabilizados não só pelo fato de termos um compromisso para com o que nos cerca, mas também com um coletivo, cuja realidade nem sempre é perceptível. Onde há troca, há movimento e isso faz com que os conhecimentos sejam passados, disseminados, integrados, de tal maneira que se faça surgir um sentimento de responsabilidade perante uma classe, que vive e convive, busca e interage, interroga e enfrenta.

O estudante é um ser mutável, um aprendiz, um agente na sociedade que faz parte de um grupo, onde atua, constrói, questiona e modifica, com a responsabilidade que só a ele é atribuída. Cabe somente a ele o questionamento de como está se formando, seja como profissional ou cidadão. De tal maneira a luta pela classe estudantil se faz essencial para a formação mais qualificada de profissionais e, acima de tudo, de viventes/cidadãos. Atualmente, em detrimento da tecnologia (?), o fluxo de informação mostra-se cada vez mais intenso e rápido, resultando em um produto que deve ser usado pela sociedade.

O movimento estudantil não surge do nada, mas de uma necessidade de organização, representação e luta. Compreender os problemas da universidade é entender que eles não surgem dentro dela, mas são reflexo de questões políticas e sociais. Essas questões, por sua vez, refletem as relações mais fundamentais entre os indivíduos e os diferentes grupos contidos na sociedade. A necessidade de organização dos estudantes ocorre então com o objetivo de definir práticas que busquem respostas às diferenças contradições sociais, mas com um foco de ação na universidade.

A FeNEA - Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura & Urbanismo do Brasil - surgiu para unir os estudantes do país, unir idéias, planejar para agir em prol dos mesmos, por um ensino de qualidade melhor, para ajudar a solucionar a problemática social, enfim, fazer movimento estudantil. Fazer movimento estudantil é, na essência, fazer política, pois nossos posicionamentos políticos estão implícitos em tudo que falamos, fazemos e produzimos, seja na sala de aula, nos movimentos sociais ou na política pública. É compreender a história, o rumo dela e nosso papel dentro da mesma como sujeitos da transformação. A Federação movimenta anualmente em seus encontros cerca de dois mil estudantes.


 - Pra quê?
 - Pra onde?
 - De que forma?
 - Fomentando que tipo de discussões, chegando a quais resoluções e produtos? Chegamos no ENEA Recife/Olinda, ao final de mais uma gestão; qual o produto dela, que frutos deixou?
 - Quais questionamentos foram sanados, que soluções tiveram?

- Será que nos movimentamos ? E por quê?

Será muita utopia acreditar que uma gestão mais voltada para os Centros e Diretórios Acadêmicos e menos para os moldes que hoje os encontros vêm sendo executados e direcionados possa ser mais objetiva e menos distante do que nos propomos?

Encontros de Estudantes são o maior instrumento de articulação da Federação, são uma forma de juntar os estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil para discutir, tomar posicionamentos, definir a metodologia e agir, mas o caráter que eles vêm tomando e quem eles têm atingido são questionáveis. Teremos que nos contentar com esse tipo de “mobilização estudantil” falha que não atinge nem representa todos os estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, não está próxima da base e ainda nos orgulharmos de ter um dos maiores públicos nesses projetos e fingir que estamos atingindo pessoas? Para que a articulação e mobilização nos encontros cumpram o seu papel, devemos colocar as discussões das problemáticas globais, nacionais e estudantis de forma prioritária.

    Acreditemos no movimento estudantil, no movimento de luta e de classe: apostemos em quem aposta na FENEA, apostemos em quem é a FENEA, naqueles os quais representamos, naquilo que somos. Acreditemos na luta por uma sociedade mais justa e um estudante de arquitetura & Urbanismo e futuro arquiteto comprometidos socialmente.

Mas pensemos agora em você estudante, o que te move? Como está o seu movimento? Quais são os seus valores e quais os da sociedade atual? Quais as suas relações sociais estabelecidas a partir desses valores? E quais as reações de tudo isso no espaço?

 

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