ENEA MANAUS - Os sentidos da cidade.

        Ao fechar os olhos, qual a primeira imagem que vem à sua mente quando se trata de sua cidade? Todos nós criamos algum tipo de sentimento em relação a qualquer lugar. A imagem, o cheiro e a dimensão te levam a ter sensações involuntárias, boas ou ruins. Para onde sua cidade cresce? Qual a sua marca? Ela está organizada, ou será que já está tudo tão junto e misturado que se tornou irreversível.
        Todos os lugares possuem a sua história e, por mais conservadores que sejam, alguma coisa irá mudar cedo ou tarde. Nas metrópoles a mudança faz parte do cenário habitual. Será que estamos tão acostumados com os mesmos caminhos de nossa rotina que já não percebemos quando um prédio contemporâneo surge no meio das relíquias da belle époque? As obras que um dia foram solução hoje são as causas do congestionamento, das enchentes, do lixo nas ruas, da falta de calçadas que nem todos podem usufruir.
        Dentro da arquitetura os sentidos são a alma de tudo, se até mover uma planta de lugar pode trazer grandes mudanças, imagine criar um jardim no meio dos prédios. Então vamos aguçar os sentidos e produzir muito mais a favor daquilo que está a nossa volta.
        “De maneira geral, os espaços definem-se como lugares por meio da perspectiva singular da experiência do ambiente físico. Além disso, os lugares são espaços que têm capacidade de simbolização e possuem uma “aura de identidade”. Desse modo, normalmente eles são definidos por uma história social, cultural ou política, associados a um espaço determinado, seja geometricamente, seja por seus elementos físicos”.
(Formas e interfaces do urbano: sentido do lugar na cidade pós-moderna, Julieta Leite, Fabio La Rocca)

Informações sobre o ENEA Manaus no facebook!



EREA JAMPA - Oriente-se!



        A vida trazida pelas margens do rio, mudou seu curso. Fez a cidade expandir-se às custas de suas matas até o mar, deixando como cicatriz uma enorme avenida que liga a cidade velha à cidade nova. Numerosas construções ergueram-se na cidade nova competindo pela melhor vista de um horizonte que tem preço, enquanto outras são legadas ao esquecimento.Paralelamente uma outra face da cidade cresce em ritmo próprio com o único e simples objetivo de garantir abrigo à muitos.
        Em nosso dia a dia fazemos uma série de rotas programadas, com um ponte de saída e outro de chegada muito bem delimitados. Diante do nosso deslocamento, enxergamos a cidade como paisagem somente ou como produto da nossa vida cotidiana? Podemos nos permitir sair da rotina, escolhendo a esquerda ao invés da direita. Pegar um caminho e sentir-se à deriva, um eterno estrangeiro em nosso próprio lar.
        Nosso universo conhecido divide espaço com conjuntos habitacionais, viadutos, grandes avenidas, comunidades e territórios com dinâmicas próprias, espaços muitas vezes marginalizados, áreas por onde nosso olhar passa mas de fato não vê. 
        Nosso ir e vir, os locais que frequentamos, os por quais temos apreço, lugares que tememos e desconhecemos compõe o que entendemos por cidade. Por vezes nossa formação em Arquitetura e Urbanismo limita-se à capacitação profissional, a uma análise do fragmento ao invés do todo, nos distanciando cada vez mais dos problemas da cidade e nos esquivando das questões sociais.
        Podemos estar na contramão ou rumo a um caminho sem volta, no entanto, sempre há tempo para se orientar.

O EREA João Pessoa foi o primeiro encontro do ano de 2014 e orientou um monte de gente entre os dias 19 e 26 de janeiro. Quer ver como foi? Olha a página lá no facebook.






EREA ITAÚNAS - Quais as suas raízes?

        Quando pensamos em nosso futuro, traçamos perspectivas que, em sua maior parte, são um quadro diferente da paisagem atual. Mas de certo sabemos que elas são um desenvolvimento do que fizemos e fazemos. Imaginar o futuro é antes de tudo, planejá-lo.

        Nosso histórico mostra que criamos ambientes culturais quando modificamos o espaço ou a relação que temos com o meio ambiente. E essa cultura, múltipla, perpassa o tempo, ora como imposta ora como resistência, que brota como nova e estranha ou como primitiva e arcaica, mas que é motor e sabor de nossas indagações, conflitos e questionamentos.

        Essa paisagem cultural, que define o que somos, é produto do desenvolvimento de nossas origens. Como falamos, vestimos, comemos, construímos, dançamos, lutamos: traçam o cenário de uma identidade macro e múltipla; plasmada e adaptativa; e que sempre carrega elementos matriciais. Esse quadro se expressa em cada indivíduo e grupos, nas megalópoles, atrasadas ou desenvolvidas e nos recônditos mais isolados, Itaúnas não se difere nesse contexto.

       A vila, localizada ao Norte do Estado do Espírito Santo, guarda e reflete as diversas manifestações culturais que definem seu povo como o “nativo” Itaunense, inteiramente inserido no cenário de diversidade do povo brasileiro. Um povo-nação construído do encontro das etnias que aqui se chocaram: o europeu, o índio e o negro; a nossa origem.

        Assim o EREA Itaúnas é norteado, sob um panorama delicado e múltiplo, cresce e se entrelaça como uma raiz, compondo uma rede de relações político-socio-culturais. Esse processo rizomático, divide-se em eixos que tratam DA ORIGEM tanto histórica da Vila, quanto dos povos que nela resistem através de cultura negra do Quilombo, dos aspectos primitivos dos pescadores, da relação de pertencimento do nativo à vila; e que compõe nesse quadro DA PAISAGEM atual, tanto uma paisagem natural, quanto artificial e cultural: a beleza das Dunas e a riqueza dos ecossistemas do Parque de Itaúnas chocam-se com a paisagem econômica da monocultura de eucalipto e da cana-de-açúcar, refletindo na paisagem tênue entre urbana e rural da vila, o debate a cerca DO DESENVOLVIMENTO em relação ao crescimento sócio-econômico da região.

        O EREA Itaúnas irá acontecer entre os dias 30 de abril e 4 de maio na Vila de Itaúnas, ES e a comorg convida você a desconstruir sua própria paisagem e buscar em sua origem os elementos que nos unem em um mesmo projeto.

        

Mais informações no site e no facebook.




EREA CG - O que nos diferencia nos une!

        
        O desdobramento da temática do XXVII Encontro Regional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Regional Centro gira em torno de um questionamento: quem somos? E o que nos identifica?
        Nossas experiências de vida, o convívio cultural, o local de moradia, os diálogos, os sonhos, os rabiscos, as ideias, os ideais... uma parte de tudo o que vivenciamos foi determinante na construção de nossa personalidade. Mesmo assim, será que somos capazes de concluir exatamente quem somos, o que queremos e como queremos? Somos produto do meio? Somos vitimas do contexto? Somos consequências de nossas escolhas? O sucesso de nossas ações também reflete a nossa identidade?
        Tem gente tendo sucesso na África e outras fracassando nos EUA. Tem gente falindo na Alemanha enquanto alguns prosperam no Paraguai. Gente enriquecendo no interior e outros andam falindo nas capitais.
        O meio em que vivemos influencia bastante, mas não determina nossa identidade e nosso destino. Aliás, apenas nossas próprias escolhas tem esse poder.
        Campo Grande, cenário deste debate, revela uma identidade em formação, na somatória de influências diversas colhidas em pouco mais de um século, e que a fez experimentar toda pompa de traços e manifestações sociais que vão desde os índios às imigrações e intervenções urbanas associadas ao desenvolvimento do país.
        A capital sul-mato-grossense conheceu os diversos povos brasileiros, especialmente os mineiros, goianos, paulistas e sulistas. Sua construção também baseia-se nas influencias libanesas, japonesas, espanholas, árabes, turcas e armênias que convivem (nem sempre fraternamente) com os “herdeiros latifundiários do império natural indígena”.
        Mais forte que todas as influências, só a lembrança constante de que, antes de ser Paraguai, antes da divisão com Mato Grosso, antes das imigrações, aqui já era Kadiweu, Terena, Guaicuru, Ofaié, Guarani.
Então, o que vem a ser Campo Grande hoje? É um reflexo do Brasil contemporâneo e sua múltipla identidade. Na música, na fala, na culinária, nas vias, na tecelagem, na vida doméstica, na roda de tereré e também nas construções e monumentos.
        A arquitetura tem como principal virtude a materialização da história de um povo, sua cultura e transformações através dos tempos e fatos sociais, que permite que a cidade reviva as referências que determinaram a construção de sua identidade.
        A cidade nesse caso, também se refere à construção do indivíduo. Seus caminhos de infância, o cenário de seu primeiro beijo, primeiro tombo, a trajetória para a escola ou para o trabalho, a vista da janela. Costumes que se constroem. Fatos que demarcam nossos anseios, estímulos, medos e preferências de hoje.
        O objetivo do XXVII EREA Centro em Campo Grande é que a temática permita que o participante vivencie as realidades que habitam a cidade e identifique as qualidades de si em cada objeto tocado e sentido nesse encontro com a biodiversidade.
Negros, amarelos, índios, vermelhos e brancos. Vemos na diversidade a igualdade. O que nos diferencia nos une. Cabe descobrir na bondade dos poucos. A força que unirá a muitos. Cabe acordar e ver que na diferença não mora a hierarquia, mas sim a identidade.
        E vos digo, esta não é utopia. É EREA Campo Grande 2014.

        O EREA CG acontece entre os dias 27 de maio e 01 de junho. Mais informações na página no facebook.



EREA SANCA - A cidade entra na sua bolha?

        A ideia de temática para o EREA Sanca surge a partir de uma insatisfação com a realidade que nos 
cerca, ou seja, com o panorama atual de nossa profissão, de nossas cidades e sociedades. Diante desse cenário, surge a dúvida: como nós podemos transformar essa realidade?
        Entendendo a cidade como importante articulador entre as esferas social, econômica, política e cultural, escolhemos então ela, a CIDADE, como objeto principal de nossa discussão. Cada um de nós é responsável, direta ou indiretamente, por produzi-la no nosso dia-a-dia. Ao mesmo tempo, somos nós também produzidos, diariamente, pelas relações intrínsecas deste organismo VIVO.
        É através desse papel de agente atuante e transformador que enxergamos não só o arquiteto, como também os cidadãos, tratando todos a partir da característica comum que é viver A e NA CIDADE. 
        A proposta do Encontro busca, portanto, INVESTIGAR, ENCONTRAR E DESENVOLVER ALTERNATIVAS e possibilidades de intervenção nesse objeto tão dinâmico. O objetivo é abarcar tanto a esfera das contribuições singelas, com efeito imediato e a curto prazo, quanto levantar possibilidades de ações mais efetivas e totalizantes de transformações globais.
        Novas lógicas de uso, criação e relação entre os elementos da cidade deverão ser discutidas, com a finalidade de reconhecer o papel de cada indivíduo dentro da complexa realidade e, a partir daí, poder iniciar HOJE a construção das mudanças esperadas para o FUTURO.
        Queremos explorar as possibilidades e olhar para a cidade como usuários, porém reconhecendo que temos poder de mudança sobre o espaço, poder este potencializado através da organização coletiva.
        As atividades do Encontro serão abertas ao público, visando atrair tanto os profissionais da área de arquitetura e afins, como também cidadãos comuns e interessados em geral. Trabalharemos, assim, com a cidade de São Carlos como objeto de estudo prático para essa ampla discussão de produção da cidade que queremos realizar. Buscaremos expandir o Encontro para além da Cidade-Fenea, trazendo aos participantes uma experiência única, sem limites. Queremos que os participantes experimentem a cidade de São Carlos e que esta experimente o acontecer do encontro.
        
        Curtiu, se emocionou, se incomodou? Vem construir com a gente! Sigam nossa página no facebook!



EREA BLU - Ser essência.


        Foi através das águas do Rio Itajaí-Açú que nossas terras receberam 17 colonos e o fundador alemão de nossa cidade, Hermann Bruno Otto Blumenau, em 1850. Desde então Blumenau tornou-se a terceira cidade mais populosa de Santa Catarina.
        E em abril de 2014, exatos 164 anos após sua fundação, nossa cidade novamente recebe (EREA Sul Blumenau 1995) pessoas ilustres, que adoram se encontrar e fortalecer o debate e a reflexão sobre as mais diversas problemáticas das cidades brasileiras.
        A temática do EREA Sul Blumenau 2014 tem como objetivo mostrar e debater a forma em que nossos valores pessoais atuam na formação de espaços e a relação entre os contrastes resultantes do confrontamento da essência com aparência, fomentando a discussão de uma ação e postura mais profícua do Arquiteto e Urbanista diante deste cenário. Analisando os contrastes existentes nesta e em tantas outras cidades brasileiras.
        Venha fazer parte dessa magia!!!

        O EREA BLU acontece entre os dias 03 e 08 de abril. Quer saber mais? Visite a página!
















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