SeNEMAU

    O Seminário Nacional de Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo (SeNEMAU) é o momento onde membros dos EMAUs de todo o país discutem, trocam experiências e aprimoram o modelo de ensino e a extensão universitária onde a produção é voltada prioritariamente para os assuntos que envolvam a democratização da Arquitetura. O SeNEMAU, assim como o EMAU, é um encontro idealizado e promovido pela FeNEA e vem ocorrendo de forma anual, desde 1997, sendo organizado por estudantes envolvidos com os EMAUs, juntamente com os professores orientadores. A programação dos seminários é composta por atividades que promovem uma experiência coletiva de troca e aprendizagem, tais como apresentação dos trabalhos dos escritórios modelos, oficinas práticas, palestras, mesas redondas,  vivência e intervenção em espaços da cidade.

        

● Para maiores informações sobre EMAU,você pode ver a página EMAU no site, fazer o download completo do POEMA - Projeto de Orientação a Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo e também participar do GT Extensão


Edições do SeNEMAU:

1997                                            2008

I SeNEMAU: Maceió – AL                 XI SeNEMAU: Bauru –SP

1998                                            2008

II SeNEMAU: Recife – PE                 XII SeNEMAU: Londrina – PR
1999                                            2009

III SeNEMAU: Palmas – TO              XIII SeNEMAU: Rio de Janeiro – RJ

2000                                            2010

IV SeNEMAU: São Paulo – SP           XIV SeNEMAU: Vitória – ES

2001                                            2011

V SeNEMAU: Campo Grande – MS     XV SeNEMAU: Brasília – DF

2002                                            2012

VI SeNEMAU: Porto Alegre – RS        XVI SeNEMAU: Fortaleza – CE

2003                                            2013

VII SeNEMAU: Florianópolis - SC       XVII SeNEMAU: Porto Alegre – RS

2004                                            2014

VIII SeNEMAU: Recife  – PE             XVIII SeNEMAU: Florianópolis – SC

2005                                            2015

IX SeNEMAU: Vitória – ES                XIX SeNEMAU: São Paulo - SP

2006

X SeNEMAU: Goiânia – GO



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SeNEMAU Cuiabá 2016 - 20 A 27 DE JUNHO

Historicamente o território brasileiro em seu processo de ocupação apresentou basicamente duas frentes ,a frente pioneira financiada pelo grande capital com grande apoio do Estado e a frente de expansão composta por uma massa de trabalhadores desprovidos de recursos. O encontro dessas duas frentes de expansão consolida conflitos e disputas em que o que está em jogo não é somente o espaço, mas também seu valor, encarado por alguns como valor de troca e por outros pelo seu valor de uso. Esse processo mediado pela conflitualidade produz constantemente cicatrizes no território, retalhado, dividido e modificado pela ação do homem. Consolidando espaços de poder, de resistência, de centralidade e invisibilidade. A centralidade parece residir onde encontram-se as classes dominantes e a proteção do Estado. Já a invisibilidade está na sua ausência, onde o Estado não está presente, morada da resistência, refúgio dos não alcançados.

No Brasil a transição de uma economia de base agrária para uma economia urbano industrial abalou as relações campo cidade, provocando grande mecanização do campo, elevado êxodo rural e grande crescimento das cidades.

Na contemporaneidade a cidade se consolida como espaço central das decisões políticas e o processo de urbanização atua territorialmente tanto no espaço urbano quanto no espaço rural, modificando intensamente ambos. Dentro dessa conjuntura pretendemos discutir sobre os direitos sociais das populações do campo, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas e ribeirinhos. Questionamos se estaria a atuação da Arquitetura e Urbanismo limitada ao espaço urbano, e de que maneira os movimentos sociais, a Universidade e o Estado podem articularem-se frente as demandas da população rural do país.

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SeNEMAU São Paulo 2015

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SeNEMAU Floripa 2014

As cidades são uma tentativa do ser humano de refazer o mundo de acordo com suas necessidades, seus desejos. Estamos, no entanto, condenados a viver neste mundo que criamos. Os centros urbanos são registros históricos em constante mudança, tornando-se o reflexo nítido das relações e desigualdades sociais com que convivemos. Além de ser um reflexo, o ambiente urbano reafirma e reproduz estas relações e conflitos. É essencial entender o ambiente construído e seu papel social ativo para avaliar a maneira como o refazemos.

Somos um país de contrastes culturais, sociais, políticos. A “exclusão” é protagonista no desenvolvimento da cidade: enquanto parte do solo urbano cresce sob as leis e planejamento, outra parte, de área significativa, é construída pelos próprios moradores através da ocupação irregular do solo, muitas vezes ambientalmente frágil, em áreas de risco ou pela aquisição de loteamentos ilegais. Ignorada pela cidade formal, o processo de construção da cidade ilegal não envolve profissionais técnicos e não observa a legislação nem as normas urbanísticas. 
A cidade ilegal sustenta e é sustentada pela cidade formal, uma não existe sem a outra. A ação do poder público sobre a cidade ilegal, muitas vezes, não é baseada em princípios como o direito e a cidadania, mas em relações de favorecimento e assistencialismo. Se por um lado este contexto é funcional para fins políticos e para o mercado imobiliário, por outro ela é amplamente desfavorável para parte da população que necessita de relações mais democráticas e igualitárias.
O Brasil tem passado por grandes transformações. O êxodo para as cidades é motivado, entre outras coisas, pelo descaso com a questão da terra no país, que somado à falta de investimento em infra-estrutura tem gerado um cenário de crise urbana. No campo, os movimentos sociais apresentam pautas de luta contra a destruição dos seus meios de subsistência e modos de vida. No espaço urbano, reivindicam terras urbanizadas para garantir seu acesso à cidade. A disputa e o conflito de interesses aumentam com megaeventos, agravando problemas, como podemos notar com as remoções de milhares de pessoas em cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

Convivemos com os problemas urbanos gerados através de anos de desenvolvimento excludente (ou perversamente includente), que aumenta a desigualdade social, a degradação ambiental, a violência urbana, a informalidade, gerando serviços públicos de má qualidade e espaços urbanos desqualificados tanto na cidade formal quanto na cidade informal. 

Nas palavras de Sérgio Ferro "a análise da arquitetura como produto da economia política pode revelar dimensões ocultas da sociedade. E que a transformação da arquitetura exige a transformação da sociedade". Poderíamos completar: a transformação da sociedade requer a nossa própria transformação.
Considerando a questão de que o tipo de cidade que é construída depende do tipo de pessoa que queremos ser, então ao deixarmos de discutir essa relação teremos abandonado a construção das cidades para os requisitos do sistema econômico vigente, a um elevado custo social.

A compreensão do contexto econômico, social, cultural e espacial no qual se inserem as relações de produção arquitetônica possibilita a formação de arquitetos e urbanistas cientes da necessidade de desenhar, projetar e construir em conjunto com as comunidades. Por isso o canteiro apresenta-se como um momento essencial de aprendizado, pesquisa e criação que deve envolver todos os produtores, um lugar onde teoria e prática se encontram, resultando em práticas transformadoras. O momento da produção assusta, seja pela diversidade de relações sociais e conflitos que contém, seja pelas possibilidades de transformação que ela potencializa. É através da aplicação do conhecimento, do saber-fazer, que nossas convenções formais podem se alterar com pertinência.

O SeNEMAU, para além de um espaço dos Escritórios Modelo de Arquitetura, pretende ser um espaço aberto de contínua descoberta da cidade como reflexo de nós mesmos, de experimentação e confluência entre teoria e prática transformadora. O desafio do fazer arquitetônico que construa uma sociedade mais igualitária e democrática é também o desafio de conduzir o processo produtivo de forma autônoma, ao valorizar e trabalhar em conjunto com a cultura arquitetônica da população, unindo pedagogia e produção.

Para isso é fundamental que os projetos de cidade sejam frutos da produção junto às comunidades e com tecnologias apropriadas ao processo coletivo. O canteiro deve se tornar um espaço de trocas e desenvolvimento de conhecimento e, o mais importante, da apropriação da produção pelos participantes. E como disse Robert Park: “E assim, indiretamente e sem nenhuma clara ideia da natureza de sua tarefa, ao fazer a cidade, o ser humano refaz a si mesmo.”


SeNEMAU POA 2013

A temática que pautou as discussões do SeNEMAU Porto Alegre 2013 foi “Autonomia, Aproximação e Arte’’. Essa concepção de temática se deu como consequência dos últimos estudos e trabalhos realizados pelo EMAV, em conjunto com comunidades que demonstraram grande interesse pela participação e entusiasmo pela prática de pensar seu próprio espaço. Cada vez mais nos deslocamos do viver autônomo. A transformação do espaço nas grandes cidades é determinada por instâncias de poder político, econômico e técnico muito abrangentes aos quais a população não tem acesso, sendo assim heterônoma, ou seja, seus reais usuários não são capazes de controlá-la. As formas de ocupar o espaço público, os padrões arquitetônicos residenciais - individuais e coletivos -, a configuração da malha viária urbana, são determinados por essas instâncias alheias e, mesmo com intenções de criação de espaços de participação popular para decidir os rumos da cidade, pouco se avança em termos de real autonomia coletiva dos cidadãos.
O termo autonomia coletiva, aparentemente paradoxal, carrega em si uma abordagem da autonomia que não a caracteriza como a não-interferência alheia, e sim como a interferência positiva dos indivíduos no coletivo ao qual pertencem, portanto como um direito e uma capacidade para participar e decidir coletivamente. Para tanto, é necessária a Aproximação das partes, para que essa autonomia não se defina como um individualismo insensível e inconsequente.
Nas últimas décadas, muito foi discutido sobre o que é o direito à cidade. Este é muitas vezes referido como acesso à infraestrutura e recursos urbanos, além do direito à moradia digna. Entendemos, entretanto, que o direito à cidade não significa simplesmente acesso ao que a cidade tem a oferecer, tal como ela é, mas o direito de decidir o que a cidade será: o direito de imaginar e realizar a cidade, autônoma e coletivamente.
Muitas vezes, também, já se debateu critérios sobre o que pode ser o conceito de arte. Em nossa discussão, partimos de uma definição abrangente, de que arte está relacionada à imaginação e à postura criativa, e não o objeto ou o espetáculo estético. Portanto, está imbuída nessa concepção uma valorização do processo sobre o resultado final de uma criação.
Dessa problemática - de uma cidade caracterizada pela heterogenia, na eminência do individualismo como ideia de liberdade e da ótica restritiva e elitista perante a arte - surgem os conceitos fundamentais que serão objeto de reflexão e discussão do SeNEMAU Porto Alegre 2013. A Autonomia positiva das comunidades, a Aproximação como a interrelação entre os indivíduos e entre as diferentes comunidades (inclusive a comunidade acadêmica), e a Arte como postura criativa em relação ao próprio espaço e como expressão da autonomia.
A temática é uma proposta que deverá guiar as discussões e as atividades práticas realizadas durante o evento, e os conceitos estão em aberto para serem discutidos de forma colaborativa entre todos os participantes - estudantes, professores, comunidades convidadas, e demais pessoas que venham a contribuir com o Seminário. Dessa forma, o seu próprio formato foi pensado para estimular a reflexão do papel do arquiteto e urbanista e da universidade na sociedade, possibilitando a ida e vinda de fundamentos conceituais com a prática dos participantes, gerando assim críticas alimentado- ras de conceitos revisitados, habilitando, por sua vez, novas práticas.


SeNEMAU Fortaleza 2012

Como temática norteadora, o Senemau Fortaleza propõe o entendimento do EMAU antes como modelo, que como escritório; pressupondo a sua inserção num movimento contra-hegemônico que ultrapassa as fronteiras da arquitetura e do urbanismo. Essa escolha estruturou-se por meio de discussões de textos, da análise do histórico dos outros SeNEMAUs e principalmente pela experiência vivenciada nos últimos seminários. Partindo desta temática, propõe-se compartilhar a construção do SeNEMAU Fortaleza com outros grupos que reconheçam-se como parte deste movimento: grupos auto-geridos, coletivos de arte, movimentos sociais, associações comunitárias e comunidade acadêmica, compondo assim um interessante universo de conhecimentos.

- Vídeo de chamada
 

- E o resultado? 





SeNEMAU Brasília 2011

    O SeNEMAU, Seminário Nacional dos Escritórios Modelos de Arquitetura e Urbanismo, é um projeto idealizado e promovido pela FeNEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo.
    Acontece anualmente em algum lugar do país, sendo que o primeiro seminário nacional aconteceu na cidade de Maceió em 1997. E em 2011, o XV SENEMAU aconteceu na cidade de Brasília, Distrito Federal, durante os dias 26 de julho a 01 de agosto.
    Esse Seminário teve como objetivo a troca de experiências, debates e orientação para criação de novos EMAUs e fortalecimento dos já existentes. Além de promover o contato do estudante com uma comunidade sem acesso a produção formal da cidade e da arquitetura, por meio de atividades práticas e assim promover uma nova alternativa de aprendizado.
    A programação do seminário contou com atividades que promoveram uma experiência coletiva de troca e aprendizagem, tais como apresentação dos trabalhos dos escritórios modelos, palestras e mesas redondas, além da vivência e intervenção em comunidades locais.



    O XV SeNEMAU visou a integração dos estudantes para que houvesse uma troca de conhecimentos teóricos e práticos em relação à ação dos escritórios modelo de arquitetura e urbanismo no contexto urbano brasileiro. Questões atuais no âmbito nacional, como a Lei de Assistência Técnica, foram abordadas.

    Nossa temática focou no caminho a ser traçado pelos escritórios a fim de atingir um objetivo comum. Tratou da realização concreta do sonho e da utopia, tomando Brasília como um exemplo dessa concretude do sonhado. 

    Para mais informações sobre o SeNEMAU Brasília, acesse www.senemaubrasilia2011.blogspot.com ou mande um email para senemaubrasilia@gmail.com.





SeNEMAU Vitória 2010

Joana
 que pinta, Maria faz o café, Pedro bate o
prego. Antônio articula e curiosos aparecem, acriança
corre e está em todo lugar.
No encaixe do singular...Irmão, amigo, intruso, conhecido, velho e
desintendido.
Sobrinha, a pequena adulta, a romântica e a
desconfiada.
célula, o tecido, a família e os amigos.Na rede, na coletividade.
Grita alto, faz, acontece.
Todos.
Um.
Comunidade.       









SeNEMAU Rio 2009
   
   
   
   
   


SeNEMAU Londrina 2008
 

O SeNEMAU de 2008 aconteceu na cidade de Londrina, Paraná, na UEL Universidade Estadual de Londrina, dos dias 29 de outubro a 02 de novembro. O tema trazido pela COMORG, que representou o EMAU local, OCAS, foi SOBRE(A)VIVÊNCIA - vivência para a sobrevivência. Este seminário funciona com ciclos de debates e palestras que passam pelo tema principal, mas o foco são as vivências em comunidades.
"O SENEMAU 2008 quer tratar de algo simples, pois no mar contemporâneo de individualidade, a noção de coletividade não é luxo, ou simplesmente demodé,vivência coletiva é uma questão de sobrevivência. Nós queremos resgatar essa idéia." frase retirada do folder do evento. 

Londrina foi fantástico! Parabéns ao OCAS!!!

http://www.youtube.com/watch?v=EiWVuEMQ_Ok
http://senemaulondrina.blogspot.com/